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Em TI, mulheres enfrentam discriminação desde o estágio, segundo pesquisa

A Girls Who Code (Garotas Que Programam, em português), uma organização sem fins lucrativos, realizou uma pesquisa chamada “Candidatando-se a vagas de estágio em tecnologia sendo uma mulher”, revelando que mulheres têm sofrido discriminação na área de TI em empresas de todos os portes.

O grupo oferece cursos profissionalizantes de programação a mulheres nos níveis fundamental e médio. A entidade realizou a pesquisa com mais de 1 mil jovens ex-alunas, e mais da metade delas afirmou ter passado constrangimento nos momentos da inscrição às vagas.

A CEO e fundadora da GWC, Reshma Saujani, lamentou a constatação baseada nos depoimentos das entrevistadas. “Levamos nossas garotas tão longe — através de obstáculos nos ensinos primário, fundamental, médio e universitário — apenas para enfrentar esse tipo de comportamento na força de trabalho. O pior é que isso está acontecendo em uma indústria que alega estar trabalhando para a igualdade de gênero”, disse ela.

Experiências negativas variam

As candidatas relataram vários tipos de experiências negativas durante as inscrições; de acordo com 25% delas, há recrutadores mais focados em atributos pessoais do que em habilidades. Uma das entrevistadas disse que foi questionada sobre como se interessou por programar, pois os avaliadores não estavam acostumados com pessoas negras trabalhando na área de tecnologia.

Algumas declarações soam bem abusivas, como “mulheres são melhores em cargos não técnicos” ou “você não se parece com alguém que estudou engenharia elétrica; espero que sua aparência não estrague seus planos”.

Girls Who Code responde com petição

Após a pesquisa, a GWC lançou uma petição no Change.org convidando as empresas de tecnologia a se comprometerem a diversificar sua força de trabalho, assim como apresentarem dados consistentes e íntegros sobre essa diversidade nas contratações.

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Lojas Renner engaja 23 mil colaboradores com Workplace, do Facebook

Dona de quatro marcas (Renner, Camicado, Youcom e Ashua) e 600 lojas, as Lojas Renner buscava uma forma de engajar e fortalecer a comunicação dos seus mais de 23 mil colaboradores no Brasil, Uruguai e Argentina. A solução adotada pela empresa foi o Workplace, plataforma do Facebook que promove conexões.

“Nossa expectativa é a de que a ferramenta potencialize a troca e a colaboração entre os times, que vivem agora a transformação digital”, comenta Clarice Martins Costa, diretora de Gente e Desenvolvimento da Lojas Renner.

A empresa iniciou um projeto-piloto no final de 2019 e em apenas três semanas registrou engajamento de 62% dos funcionários. Ela explica que com o Workplace agora é possível conectar unidades e fomentar a rápida comunicação com líderes e outros executivos da empresa, incluindo o presidente.

A forte adesão, segundo ela, se deve à usabilidade do Workplace, que é muito semelhante ao Facebook, sendo possível postar fotos e conteúdos diversos na timeline. Nas próximas semanas, a Renner fará um mapeamento de áreas que ainda têm potencial de uso, mas que ainda não iniciaram essa jornada, e espera que a adesão aumente para quase 95%.

A primeira fase do projeto, contudo, foi tão bem-sucedida que a empresa já estuda levar outros tipos de trabalho para a ferramenta. Um dos exemplos é a revista interna, que passará a ser publicada na rede social com textos mais fragmentados.

Em seguida, uma das próximas ondas, de acordo com Clarice, é a inclusão de respostas aos colaboradores para dúvidas administrativas e de RH via chatbot, um recurso nativo do Workplace.

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62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa, afirma Kaspersky

De acordo com companhia, média é ainda maior dentro da América Latina; conheça dicas para não ser enganado

Apesar de ser uma prática bastante presente nos setores que lidam com mídia e segurança da informação, identificar uma notícia falsa (também conhecida como fake news) ainda é uma tarefa desconhecida para a maioria das pessoas da América Latina. Essa foi a percepção da Kaspersky após uma pesquisa realizada com internautas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.

De acordo como estudo Iceberg Digital afirma que 70% dos latino-americanos não sabem identificar se uma notícia da internet é falsa ou verdadeira. O estudo foi produzido para entender a probabilidade de a população se tornar vítima de um “iceberg digital” – sites aparentemente confiáveis, mas que compartilham dados errados.

O estudo mostrou também que, em média, um terço dos latino-americanos usa apenas as redes sociais para se informar diariamente e apenas 17% se informam em sites da mídia tradicional. Destes, os que utilizam as redes mais vezes com esse propósito são os mexicanos (35%), seguidos pelos brasileiros (33%) e chilenos (32%). Mais atrás estão os peruanos (31%), argentinos (28%) e colombianos (26%).

Países no detalhe

No ranking publicado pela companhia, os peruanos são o povo com maior dificuldade em fazer essa divisão (79% da população não sabe identificar), seguidos por colombianos (73%) e chilenos (70%), argentinos e mexicanos (66%).  Por fim, os brasileiros estão com (62%).

Quando a pesquisa apontou que, na média, 16% dos entrevistados desconhecem completamente o termo “fake news”. Da mesma forma que na outra pesquisa, o nível de desinformação entre os brasileiros foi menor: apenas 2% afirmaram nunca ter ouvido falar da expressão.

Em relação à idade dos entrevistados, a pesquisa mostrou que são os jovens entre 18 e 24 anos (38%) que usam as redes para saber o que está acontecendo em seu país ou região. Os que menos se informam por meio dessas plataformas são internautas entre 35 e 50 anos.

O mais alarmante é que quem mais compartilha ou comenta fake news
em seus perfis são os usuários entre 25 e 34 anos – interessante ver
que os que menos praticam essas ações perigosas são os jovens (18 e 24
anos).

esforço necessário para aumentar o conhecimento das pessoas,  praticamente todos os respondentes que conheciam o termo entendiam sua gravidade e o mal que essa prática pode causar: 72% dos entrevistados acreditam que as fake news viralizam para que alguém receba algo em troca ou para causar dano a algo/alguém.

“No caso de fake news, além de prejudicarem uma pessoa ou instituição, podem também destruir reputações e gerar caos. Elas também são usadas pelos cibercriminosos para atrair usuários desatentos para links maliciosos e, assim, roubar dados pessoais e dinheiro”, alerta Fabio Assolini, pesquisador sênior de segurança da Kaspersky no Brasil.

Precauções

Para evitar disseminar fake news, os especialistas da Kaspersky recomendam:

  • Tenha cuidado ao buscar informações sobre notícias muito recentes e sempre verifique fontes oficiais de notícias.
  • Anúncios em redes sociais que parecem ser bons demais para ser verdade, provavelmente não são. Não clique em links de fontes desconhecidas e com reputação desconhecida. Se você clicar nesses anúncios, não revele informações pessoais, financeiras ou confidenciais.
  •  Seja cauteloso e responsável ao compartilhar conteúdo duvidoso em redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas ou e-mails.
  •  Verifique se o seu computador está atualizado com as versões mais recentes dos softwares (navegadores, plug-ins, correções de segurança).
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Eficiência energética está no centro da gestão de cidades inteligentes

União de gerenciadores energéticos com analytics já ajuda na identificação rápida de ameaças, otimização de estratégias e automatização de processos

Por Maria Teresa Lima*

14/02/2020 às 16h00

O Brasil está diante de uma nova fase de transformação no setor energético, com a adoção de novos sistemas e de diferentes matrizes capazes de suprir as demandas por energia com uso de alternativas bem interessantes. Não há tempo a perder para esse novo movimento, pois o planeta grita por socorro diante de um aumento populacional previsto de 2 bilhões de indivíduos nos próximos 20 anos, principalmente em áreas urbanas.

A capacidade energética do planeta não cresce na mesma proporção das demandas por eletricidade. Neste cenário, os governos já perceberam que precisam encontrar oportunidades para reduzir o consumo e seguir atendendo à demanda, ou veremos, em breve, um desequilíbrio até então inimaginável, afetando gravemente a economia global e a população. É fato: a eficiência energética precisa estar no centro da gestão de cidades inteligentes.

Além das já conhecidas razões ambientais e dos riscos de escassez de fornecimento, a eletricidade é uma preocupação constante por representar um gasto expressivo para os cofres públicos. Usar a tecnologia como aliada para o uso eficiente e para a redução de custos é a saída para transformar a maneira como os munícipios gerem o recurso. Diversas soluções já estão disponíveis permitindo a criação de uma infraestrutura digitalizada de gerenciamento e levando inúmeros benefícios, como a redução de gastos com a iluminação pública.

A união de gerenciadores energéticos com Analytics já ajuda na identificação rápida de ameaças, otimização de estratégias e automatização de processos. Medidores instalados em diferentes circuitos elétricos são capazes de prover uma enorme variedade de informações sobre cada um deles, com detalhamento de consumo, identificação de irregularidades e de possíveis falhas em equipamentos responsáveis pela utilização incorreta de eletricidade. A partir da tecnologia, é possível criar planos de melhorias e manutenção rapidamente, e automatizar comandos, como o desligamento de circuitos elétricos em determinados horários.

Na América do Sul, temos alguns casos de eficiência energética fazendo sucesso na iluminação de cidades e no controle do funcionamento de postes, sinais e câmeras de segurança. Estima-se que um sistema de controle pode gerar uma economia de energia de 50% para a cidade, além da redução significativa da emissão de CO2 na atmosfera.

Assunto cada vez mais importante para a administração pública, a energia elétrica precisa ser a base de uma smart city. Das vias públicas mais seguras quando mais iluminadas aos hospitais públicos que dependem de eletricidade para garantir o atendimento à população, esse recurso é fundamental para os cidadãos conseguirem atender as suas necessidades mais básicas.

O debate sobre recursos energéticos e a correta utilização da eletricidade se intensifica a cada ano e o futuro é bastante animador. Já podemos notar claramente o poder público brasileiro atento à importância do tema e aos benefícios para a sociedade e para os cofres públicos por meio do gerenciamento mais inteligente e responsável. Aliadas a essa compreensão, novas tecnologias surgem para guiar esta evolução.

, podemos dizer que faltam investimentos adequados nessas tecnologias. Esse passo é fundamental para dar continuidade ao processo inevitável de mudança de gestão de energia. Mas é sempre importante lembrar: cidade digitalizada não significa cidade inteligente. É preciso aliar as tecnologias com estudos e planos adequados, além de metas bem estabelecidas, para tornar os municípios mais inteligentes e transformar o Brasil em um grande caso de sucesso de eficiência energética.

O processo é longo e demanda mudanças práticas, com uma nova mentalidade focada em modificar a maneira como a cidade enxerga o uso de energia. Esse novo jeito de pensar precisa caminhar lado a lado com os avanços tecnológicos para garantir que os benefícios cheguem a todos: das pessoas, aos governos e ao meio ambiente.

*Maria Teresa Lima é Diretora Executiva para Governo da Embratel

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Oracle lança plataforma de ciência de dados baseada na nuvem

Com aquisição do DataScience.com, Oracle desenvolveu plataforma de ciência de dados de nível empresarial focada na colaboração

Thor Olavsrud, CIO (EUA)

14/02/2020 às 17h00

Oracle anunciou uma nova plataforma de ciência de dados baseada em nuvem. A solução, construída a partir do DataScience.com, que foi adquirido pela companhia em 2018, é voltada para equipes de cientistas de dados trabalhando em colaboração. Seus recursos incluem projetos compartilhados, catálogos de modelos, políticas de segurança, reprodutibilidade e auditabilidade.

A plataforma possui o serviço Oracle Cloud Infrastructure Data Science em seu núcleo. Ele fornece aos usuários a capacidade de criar, treinar e gerenciar algoritmos de aprendizado de máquina no Oracle Cloud usando Python, TensorFlow, Keras, Jupyter e outras ferramentas populares de ciência de dados. Seis serviços adicionais completam a solução, incluindo novos recursos de aprendizado de máquina integrados ao Oracle Autonomous Database, o Oracle Cloud Infrastructure Data Catalog, o Oracle Big Data Service, o Oracle Cloud SQL, o Oracle Cloud Infrastructure Data Flow e o Oracle Cloud Infrastructure Virtual Machines para Data Science.

“O serviço é realmente o primeiro do seu tipo em termos de ser nativo em nuvem”, disse Greg Pavlik, vice-presidente sênior de desenvolvimento de produtos da Oracle Data e AI Services. “Ele está focado em fornecer um ambiente de colaboração e governança para cientistas de dados.”

Segundo Pavlik, a oferta visa o ciclo de vida completo do aprendizado de máquina na empresa, o que significa que não se trata apenas de desenvolver ou treinar modelos, mas também de levar esses modelos para a produção e mantê-los. “Conforme os dados mudam, os modelos se tornam potencialmente menos válidos e os usuários precisam continuar os aproveitando dentro de aplicativos ou em relatórios analíticos. Por outro lado, eles precisam ter uma alta confiabilidade na sua reutilização, dando boas respostas”, acrescentou o executivo.

Simplificando a ciência de dados

Com o Oracle Cloud Infrastructure Data Science, a Oracle está adotando plataformas de concorrentes como Alteryx, KNIME Analytics Platform e RapidMiner, com foco na automação do fluxo de trabalho de ciência de dados.

A plataforma utiliza a seleção e o ajuste do algoritmo AutoML, usando modelos de aprendizado de máquina para selecionar o algoritmo mais adequado para aplicações específicas, ajudar o usuário a escolher entradas do algoritmo e ajustar os modelos. A solução também identifica automaticamente os principais recursos preditivos de conjuntos de dados maiores.

O Oracle Cloud Infrastructure Data Science auxilia, ainda, na avaliação do modelo, gerando um conjunto de métricas e visualizações para ajudar os usuários a medir o desempenho em relação a novos dados, classificando-os ao longo do tempo.