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Facebook processa empresa analítica por uso inapropriado de dados

Facebook entrou com uma ação contra a empresa de inteligência de dados oneAudience por usar uma tática para obter informações sobre os usuários da plataforma de rede social.

O site oneAudience, com sede em Nova Jersey, pagou para que fabricantes de software instalassem um programa “malicioso” em seus aplicativos que criava uma coleta “inadequada” de dados de pessoas no Facebook e em outros sites de redes sociais, disse o Facebook.

“Os investigadores de segurança primeiro relataram o comportamento da oneAudience como parte do nosso programa de recompensas por (denunciar) abusos de dados”, disse Jessica Romero, diretora de regras de plataforma e litígios, em um post no blog.

“O Facebook e outras empresas afetadas logo tomaram medidas contra a OneAudience”.

As medidas que o Facebook tomou no final do ano passado incluem a desativação de aplicativos e o envio de uma notificação legal à oneAudience para interromper essa atividade, de acordo com a rede social.

O Facebook pediu à oneAudience para cooperar e auditar a conformidade com as políticas de redes sociais, mas, segundo Romero, a empresa se recusou a cumprir o pedido.

A maior rede social do mundo enfrentou intensa pressão para tomar medidas fortes contra o uso inadequado de dados, uma vez que um consultor político que trabalha na campanha de Donald Trump roubou informações pessoais de dezenas de milhões de usuários.

Desde então, o Facebook se comprometeu a revisar os acordos com todos os seus parceiros e aplicativos.

A oneAudience diz que trabalha com parceiros para precisar “identidades únicas de dispositivos móveis” que permitam localizar usuários “reais e verificados” e “compreender plenamente o usuário por trás da tela”.

Procurada pela AFP, a empresa não se manifestou.

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Outernet: conheça a “internet” gratuita e acessível ao mundo inteiro

Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou em público que o acesso à internet deve ser tratado como um direito humano. Se pensarmos nas utilidades da rede de uma forma mais abrangente, fica fácil entender o posicionamento da organização: a web é, atualmente, o meio de comunicação mais difundido e um dos mais confiáveis que um cidadão pode usufruir. Ela facilita o exercício da democracia, pode ser considerada uma excelente ferramenta educacional e é capaz de auxiliar o indivíduo em diversos momentos de sua vida.

Contudo, estima-se que 4,3 bilhões de pessoas ao redor do mundo não possuem acesso à internet e, consequentemente, não podem consumir informações da mesma forma que todos nós podemos. Seja por condições geográficas ou situação socioeconômica desfavorável, esses cidadãos não podem usufruir de livros gratuitos publicados na rede, informações meteorológicas, notícias sobre desastres, material jornalístico sem censura, conteúdo didático e tudo mais que estamos acostumados a encontrar em uma rápida pesquisa no Google.

Não é preciso pensar em países distantes e regiões remotas para entender essa situação – até mesmo aqui, no Brasil, uma conexão banda larga ainda é muito cara para boa parte da população. Além disso, internet é algo um tanto instável: todos nós corremos o risco de ficar sem informações digitais no caso de catástrofes naturais (um terremoto ou uma tempestade, por exemplo, pode danificar a infraestrutura de uma conexão cabeada ou antena de rede móvel). Sendo assim, temos aqui um grande problema: como oferecer informação digital de uma forma barata, acessível, estável e segura? A resposta pode estar na Outernet.

O que é a Outernet?

Fundada por Syed Karim, a Outernet é uma empresa e pode também ser encarada como um projeto social. Trata-se de uma espécie de “internet alternativa”, gratuita e oferecida por satélite, que visa levar informações digitais de alta relevância para regiões em que a rede convencional possui pouca penetração por motivos variados.

Seu esquema de funcionamento pode parecer um pouco complicado de início, mas o conceito como um todo é bastante simples e não utiliza quaisquer tipos de tecnologias mirabolantes – nas palavras da própria equipe responsável pelo projeto, a Outernet simplesmente utiliza recursos existentes da forma mais inteligente possível.

Primeiramente, o time de operações da Outernet seleciona conteúdos que ele considera importantes para a humanidade, como notícias, conteúdo educacional e outros materiais relevantes. Isso inclui não apenas páginas da web, mas também vídeos, músicas e até mesmo softwares (distribuições do Linux, por exemplo).

Esse amontoado de dados é batizado de “Core Archive”, ou “Arquivo Central”, em uma tradução livre. Junto com o Core Archive, os responsáveis pela Outernet selecionam também conteúdos sugeridos pelo público em geral (“Queue” ou “Fila”) e pagos para estar nessa coleção (“Sponsored” ou “Patrocinados”).

Uma vez que todas essas informações foram recolhidas, elas são tratadas em um database da própria Outernet, tornando-se mais leves e menos “quebradas” (uma página selecionada da Wikipédia não pode ter links para outras páginas não-selecionadas, por exemplo). Esse bloco massivo de dados é então enviado para satélites geoestacionários que pertencem à Outernet e retransmitido para a Terra.

Atualmente, a companhia conta com dois satélites que estavam abandonados e foram adaptados para essa finalidade: o Galaxy 19 e um Hot Bird. Essa dupla é capaz de transmitir informações para boa parte da Terra, mas o projeto prevê o lançamento de cubesats (satélites miniaturizados) para aumentar sua área de atuação.

Legal, mas o que eu faço com essa transmissão?

Chegamos na parte bacana da coisa: os sinais enviados pelos satélites da Outernet podem ser captados por um dispositivo receptor que transforma essa transmissão em uma rede WiFi. Conectando-se nessa rede através de um dispositivo qualquer – como um notebook, um celular ou um tablet –, você consegue navegar pelas informações do citadas anteriormente usando um navegador comum.

Esse receptor pode ser tanto um aparato que você mesmo é capaz de construir (é possível conferir tutoriais detalhados aqui) ou uma Lantern, um dispositivo minúsculo que está sendo financiado através do Indiegogo. Nesta fase de financiamento, uma Lantern custa US$ 99 (pouco mais de R$ 200), sendo que seu preço estimado no futuro é de US$ 150 (cerca de R$ 300).

O aparato é um tanto discreto, pode ser recarregado através da energia solar e, na fase de testes da Outernet, consegue receber até 2 MB de dados por dia dos satélites – se tudo der certo, no futuro, será possível receptar até 100 MB diários. O mais bacana é que, uma vez que o cidadão tenha uma Lantern, ele pode usar a Outernet o quanto quiser sem ter que pagar um único centavo por isso. O hardware tem seu custo, mas o serviço é completamente gratuito.

A Outernet quer substituir a internet convencional?

De forma alguma. Como você deve ter reparado, a Outernet possui uma série de limitações – ela não permite que você faça transferência de dados em tempo real, impossibilitando o uso de mensageiros instantâneos e redes sociais, por exemplo. Além disso, a taxa de atualização dos conteúdos transmitidos é bem lenta – o Core Archive é atualizado semanalmente, salvo em situações emergenciais (notícias sobre catástrofes de importância mundial, por exemplo).

Dessa forma, a Outernet deve ser encarada como uma verdadeira biblioteca digital gratuita e que está sempre disponível aos seus usuários (já que transmissões por satélites dificilmente sofrem interrupções). Vale observar que o sinal da Outernet já pode ser captado por receptores caseiros, mas a Lantern deve ser enviada aos seus devidos compradores somente em julho do ano que vem.

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Em momento de tensão, VP de RH do Google anuncia que deixará o cargo

Funcionária da companhia há 14 anos, Eileen Naughton passou os últimos meses lidando com pressões e críticas entre lideranças e funcionários

ice-presidente de Pessoas do Google deste 2016, Eileen Naughton anunciou nesta semana que deixará o cargo no final do ano. Na companhia desde 2016, Naughton já atuou como diretora de mídia e vice-presidente de vendas globais. De acordo com comunicado emitido pela empresa, a executiva quer se dedicar mais à família.

Durante o último período de sua gestão Naughton viu a força de trabalho do Google crescer 65%, alcançando mais de 119 mil funcionários. Esse período também foi marcado por constantes desavenças internas que acabaram mudando a forma como o mercado via a Google/Alphabet, que durante muito tempo foi considerada referência como lugar com ótimas condições de trabalho.

Eileen Naughton

 


Nos últimos dois anos, a empresa precisou lidar com denúncias de assédio sexual, acusações e machismo, questionamento sobre a forma como lida com funcionários terceirizados na empresa (que podem realizar os mesmos serviços que os googlers, mas sem receber
os benefícios), e a ira dos funcionários com a descoberta de projetos
realizados em parceria com o Pentágono, cujo potencial bélico ia contra
os ideais que defendidos pela companhia de Mountain View em seus primeiros anos de vida.

Em uma das atitudes mais significativas de que os tempos são outros dentro da gigante de buscas, os encontros semanais com a liderança (chamados “All Hands) agora acontecem de forma mensal e com restrição para os tipos de questionamentos que podem ser feitos.

Com relação aos problemas apresentados, Naughton iniciou um esforço interno para facilitar denúncias de condutas inadequadas, além de iniciativas internas para fornecer mais suporte à vítimas de acesso. Sobre a questão de funcionários terceirizados, a VP implementou um pagamento mínimo de US$ 15 e benefícios como plano de saúde, e licença-maternidade. para esse público.

Apesar de seus esforços, a executiva deixa a companhia dentro de um período de incertezas, no qual ela luta para retomar parte da reputação construída aos anos.

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B2W Digital adota solução de inteligência artificial do Google para atender clientes

Projeto da área de tecnologia da gigante do e-commerce adotou ferramenta Dialogoflow para acelerar atendimento no pós-venda via WhatsApp

A gigante do e-commerce B2W Digital, que detém as marcas AmericanasSubmarinoShoptime Sou Barato, tem investido em soluções que possam acelerar e personalizar o atendimento ao cliente utilizando para isso inteligência artificial. A companhia e o Google Cloud anunciaram nessa quarta-feira (12) uma parceria que se iniciou em junho do ano passado para criar um assistente virtual de atendimento.

O projeto, que une as equipes de tecnologia da B2W e engenheiros do Google Cloud, se desdobrou sobre a ferramenta Dialogoflow que, segundo o Google conta com recursos que permitem criar experiências de conversação mais ricas e naturais.

Por enquanto, explica o diretor de tecnologia da B2W, Jean Lessa, o projeto se resume ao atendimento ao cliente da Americanas no pós-venda e se dá via WhatsApp. Na prática, o cliente que comprar algo no e-commerce da Americanas poderá tirar dúvidas via WhatsApp em uma conversa que se inicia pela área de contact center da companhia.

“Queremos reconhecer, dar respostas relevantes aos clientes e fazer curadoria dos casos especiais, ampliando o atendimento com base nas necessidades que surgem do próprio cliente”, destaca Lessa. Coisas triviais do dia a dia, mas que agilizam o trabalho, por exemplo, da logística, podem agora ser resolvidas via comunicação automatizada pelo WhatsApp. “Vamos combinar a entrega com o cliente quando ele informa que não vai estar no local ou pede para entregar no vizinho”, complementa.

Agilidade no processo e nas pontas

Com o assistente virtual, a B2W espera melhorar a experiência do cliente, mas também afirma buscar dar mais tempo para os atendentes resolverem os casos mais complexos. Segundo a companhia, cerca de 60% dos contatos feitos no atendimento são para pedir informações. Cerca de 30% desejam fazer solicitações como segunda via de boletos ou notas fiscais e apenas uma fatia de 10% corresponde a reclamações. Tais números, afirma a B2W, reforçam a ideia de que a maioria dos atendimentos poderia ser feito de forma automatizada. A interação humana, então, fica com questões que possam agir maior articulação.

Segundo o Google, o Dialogoflow é capaz de simular a conversa entre duas pessoas, permitindo que a interação seja mais simples e intuitiva. Isso quer dizer que, no dia a dia, o consumidor poderá fazer perguntas de uma forma mais natural, como “quando chega o meu ventilador?”, ao invés de ter de informar códigos do pedido ou outros detalhes que não estão ao alcance da memória.

“Com o assistente virtual, queremos tirar o atendimento automático e de procedimentos-padrão dos atendentes, focando a equipe para os casos que necessitam de maior atenção e criatividade e para novas formas de atender nosso cliente”, afirma Lessa.