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Marcopolo lança e-commerce de peças

A Marcopolo, fabricante brasileira de carrocerias de ônibus, lançou um e-commerce para vender sua linha de componentes genuínos de reposição, assim como peças originais de diferentes marcas de chassis.

Batizada de Marcopolo Parts, a plataforma desenvolvida pela CWS conecta o usuário à loja parceira mais próxima através da ferramenta de geolocalização.

Na consulta, o cliente pode visualizar peças que servem para todo portfólio, apresentadas com imagens individuais, código de identificação, nome, tipo de veículo e aplicação, lojas com estoque disponível, além do preço da peça e do frete estimado.

Após a compra, o prazo de entrega dos produtos é de um a três dias, dependendo da região e da peça solicitada.

Entre os componentes vendidos on-line, estão produtos das três marcas da companhia, que são Marcopolo, Neobus e Volare, além de outras empresas de chassis de ônibus, como Mercedes, Volvo, que possuam produtos Marcopolo encarroçados nesses chassis.

Segundo a empresa, o pós-venda começou a se tornar uma área importante na empresa em 2018.

Hoje a Marcopolo atua com o estoque de peças em quatro filiais, nos estados de Paraná, São Paulo Santa Catarina e Minas gerais.

Com a plataforma, serão cerca de 60 diferentes tipos de players integrados no Brasil inteiro.

Para a marca Volare, a empresa trabalha com concessionários com uma operação parecida com as de marcas e carros. Já quando se fala das marcas Marcopolo e Neobus, a empresa tem representações e filiais.

De acordo com a Marcopolo, a diferença maior deste mercado B2B é que, ao invés da empresa cliente ir até concessionária resolver uma questão, como normalmente as pessoas físicas fazem com carros, as empresas fazem o contato por telefone e quem leva o ônibus no local é algum de seus motoristas.

Neste caso, a compra por e-commerce facilitaria esse processo com o autoatendimento.

Até o final de março, a Marcopolo Parts deve receber atualizações, permitindo que o cliente final visualize os estoques integrados de todos esses dealers, com o preço público sugerido, entre outras funcionalidades.

Neste período, a ideia é que a plataforma também tenha a funcionalidade de selecionar a opção de serviço para a instalação daquele item.

Como a Marcopolo utiliza o sistema de gestão da SAP, a sua integração com a nuvem da CWS foi realizada pela equipe interna de TI da empresa.

O projeto contemplou as integrações com todas as interfaces que foram criadas, incluindo  consulta de estoque, atualização de preço, criação de cadastro de cliente e a integração  dos pedidos com o sistema de gestão.

Já os dealers têm 15 ERPs diferentes e o próximo passo, parte obrigatória do projeto, é que essas empresas tenham o Apollo, software de administração de concessionárias da Linx.

A medida deve otimizar a gestão, tanto na integração e nas interfaces quanto na parte de entendimento de estoque do revendedor.

Segundo a empresa, a integração dos ERPs diferentes dentro da plataforma vai permitir um melhor entendimento da demanda, de acordo com o que cliente está pesquisando.

Desta forma, será possível identificar se uma peça está tendo alta demanda de reposição e identificar problemas, por exemplo, ou entender a demanda regional, redistribuindo os produtos de acordo com a necessidade maior em cada estado.

“É um novo momento da Marcopolo, a empresa tá muito dedicada a fazer isso acontecer. Nós temos que ter nosso cliente cada vez mais perto da marca, então vamos fazer de tudo para que as tratativas aconteçam e para que a gente tenha sucesso em conjunto”, afirma Vinicius Paulo de Souza, analista de e-commerce da Marcopolo.

Em um momento de expansão e diversos investimentos em tecnologia, a Marcopolo deve seguir focando neste projeto, que envolve diversas áreas da empresa, ao longo de 2020 e 2021.

Sobre o crescimento comercial, a empresa diz que projeta milhões de transações na plataforma, mas não revela números exatos.

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), a indústria brasileira de ônibus fechou 2019 com crescimento de 10,8%, com mais de 22,8 mil unidades produzidas. A Marcopolo foi a líder, responsável por quase 50% desse volume.

Nos primeiros nove meses de 2019, a Marcopolo teve receita líquida de R$ 3,121 bilhões, com crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fundada há sete anos, a CWS já levantou R$ 39 milhões em investimento e tem mais de 100 colaboradores trabalhando juntos em São Paulo e nas cidades paranaenses de Londrina e Curitiba.

Além da Marcopolo, tem clientes como Cofap, Ipiranga, JS Peças, Rodobens e Saint-Gobain.

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Goiás é Estado com maior número de tentativas de fraudes do comércio eletrônico brasileiro

O Mapa da Fraude de 2020 chama atenção dos goianos. De acordo com os dados de 2019, o comércio eletrônico do Estado de Goiás liderou as tentativas de fraudes. Enquanto a nível nacional a média de tentativas de fraude é de R$ 3,47 a cada R$ 100 em Goiás a proporção chegou a R$ 7,30 a cada R$ 100.

Para chegar ao resultado, o levantamento nacional analisou mais de R$ 69 milhões em transações. Apesar da alta em Goiás, o levantamento demonstra que o País deixou de perder R$ 1,9 bilhão com prejuízos causados por fraude.

O levantamento traz em categorias os detalhes das fraudes. Quanto aos dias é apontado que os fraudadores preferem dias de semana para realizar os crimes. A terça-feira aparece como com 17,43% do valor total das tentativas em 2019. O domingo é o dia com menos tentativas, registrando 8,19% do total.  Já os horários se concentram entre 12h e 23h, total de 83%, aponta o levantamento.

Outro ponto demonstrado se dá obre as categorias. O relatório aponta que celulares, Games e Bebidas são tradicionalmente as categorias mais fraudadas. “Isso ocorre pela facilidade de revender o produto posteriormente, tanto pela procura, como pelo preço e pela facilidade de transporte”, aponta o levantamento.

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Mesmo com varejo em baixa, receita do e-commerce sobe 23% em 2019

Brasileiros gastaram 75 bilhões de reais no comércio eletrônico. Número de consumidores que fizeram compras online subiu 41% em relação a 2018

comércio eletrônico se acostumou a ter altas de dois dígitos na última década. O ano de 2019 não foi diferente, e mostrou ainda um crescimento superior ao de 2018 e 2017.

O faturamento no comércio eletrônico nacional foi de 75,1 bilhões de reais em 2019, alta de 23%. De 2017 a 2018, a alta no e-commerce havia sido de somente 7,6%. Foram 178,5 milhões de pedidos feitos pelos brasileiros, 22% a mais do que em 2018.

Os números estão na segunda edição do relatório Neotrust, da empresa de inteligência especializada em e-commerce Compre&Confie, divulgado nesta quinta-feira, 13, com informações relativas à performance das compras online brasileiras no ano passado.

Também aumentou sobremaneira o número de consumidores usando a internet para comprar. Foram 31,4 milhões de brasileiros que fizeram pelo menos uma compra online, alta de 41% em relação ao ano anterior. De 2017 para 2018, o número de consumidores havia caído ligeiramente, com cerca de 500.000 consumidores há menos.

Na Black Friday passada, uma das modalidades que mais chamaram a atenção dos compradores foi a opção de “Retira Loja”, segundo um estudo do Google divulgado algumas semanas antes da data, que acontece em novembro. A pesquisa apontou que 39% dos brasileiros consideram a opção como muito importante na hora de decidir a loja na Black Friday e que 24% dos compradores em 2019 esperavam usar essa forma de entrega para suas compras online.

Já o tíquete médio de gastos dos clientes ficou basicamente no mesmo patamar (com alta de somente 0,2%). Ao longo do ano, um mesmo consumidor gastou em média 2.121 reais e fez seis compras.

As compras online ainda mostram um grande abismo em sua disseminação, seja regional ou geracional. A média de idade dos consumidores do e-commerce é de 37 anos, e a maioria (52%) é mulher, segundo a Compre&Confie. Na divisão por faixa etária, a maior parte dos consumidores tem entre 36 e 50 anos (33,6%) e entre 26 e 35 anos (31,8%).

O relatório mostra que as compras online ainda não chegaram com grande vigor à geração Z (pessoas de até 25 anos), que respondem por 19,5% dos consumidores — jovens com essa idade estão ingressando somente agora no mercado de trabalho e possuem menos dinheiro para compras. A boa notícia é que, em breve, esses consumidores, que já nasceram adaptados à era digital, responderão por boa parte do mercado e devem ter uma maior receptividade às compras online.

A situação contrária acontece com os clientes acima de 51 anos, que têm dinheiro, mas não o hábito de comprar online. Essa fatia da população representaram 15,1% dos consumidores em 2019 (a faixa etária com menos clientes).

Apesar do crescimento, o número de clientes que comprou online em 2019 representa somente 15% dos mais de 210 milhões de brasileiros, ou na casa dos 20% dos brasileiros acima de 15 anos, segundo o censo populacional do IBGE. Assim, o comércio eletrônico ainda tem um longo caminho a percorrer até atingir de fato todas as partes do Brasil e todas as classes sociais.

A desigualdade entre as regiões também é alta. O Sudeste sozinho responde por 66% do volume de vendas online no Brasil, seguido por Sul (14%), Nordeste (12%), Centro-Oeste (6%) e Norte (2%).

Por outro lado, as vendas no Nordeste subiram 26%, mais do que a média nacional de 23%. Chegar às regiões pouco exploradas pelo e-commerce e montar uma cadeia logística capaz de atendê-las deve se tornar um dos principais desafios das grandes varejistas nos próximos anos.

Um dos desafios será o custo do frete das cadeias de logística necessárias para atender a todas as regiões do Brasil. O frete médio dos pedidos também vem crescendo desde 2017, passando de 16,87 reais naquele ano para 20,63 reais em 2019. Ainda assim, a porcentagem de pedidos com frete grátis segue a mesma: 45% dos fretes são gratuitos e 55% são pagos.

Outro estudo da Compre&Confie, encomendado por EXAME no ano passado, mostrou que uma entrega leva em média mais de 13 dias no Brasil — período que chegou a passar de 18 dias na Black Friday. Uma das saídas que as grandes varejistas vêm usando é integrar o estoque das lojas físicas, já espalhadas pelo território, ao comércio eletrônico, tornando a loja um mini-centro de distribuição e barateando o custo do frete.

 

Não há crise no e-commerce?

Como de praxe no varejo, a maior parte do faturamento veio no segundo semestre, que é composto por mais datas comemorativas, como Natal, Black Friday e Dia das Crianças. O e-commerce também foi beneficiado por uma ligeira retomada do varejo, cujas vendas subiram por sete meses consecutivos no fim de 2019, até novembro. Mas a recuperação no varejo nacional ainda engatinha: dados divulgados nesta semana pelo IBGE mostram que o varejo recuou em dezembro e também que fechou 2019 com alta de apenas 2,6% (ante alta de 3,5% entre 2017 e 2018).

Para 2020, a Compre&Confie estima um crescimento de 18% no número de pedidos no e-commerce, que devem passar de 210 milhões neste ano. A projeção é que o faturamento suba 21%, para 90,7 bilhões de reais.

Um dos maiores desafios dos próximos anos será também diversificar a participação de novas categorias nas vendas — o que alguns chamam de segunda, terceira ou mesmo quarta “onda” do varejo.

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Loja conceito da Amazon em Los Angeles tem ar convencional

A Amazon disse que o novo supermercado não será equipado com o sistema sem caixa de suas lojas de conveniência Go

A indústria de alimentos, que movimenta US$ 800 bilhões, está de olho em um shopping no bairro Woodland Hills, em Los Angeles. Nesse local, encaixada entre um salão de beleza e uma agência bancária, a Amazon.com está montando a primeira unidade de uma nova rede de supermercados que deve ser inaugurada este ano.

A empresa guardou a construção do interior da loja a sete chaves e, até agora, ninguém espiou o mais recente plano da Amazon para transformar a maneira como os alimentos são vendidos. Com base em fotos inéditas da instalação localizada no 6245 Topanga Canyon Blvd., bem como em documentos de planejamento registrados na cidade, a loja parece impressionantemente convencional, com alguns floreios de estilo da Amazon.

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Corredores numerados aguardam itens básicos como arroz, feijão, macarrão e vegetais enlatados; refrigeradores altos ficam entre algumas prateleiras. Na parte de trás do espaço de 3 mil metros quadrados, o tamanho de um supermercado médio, um balcão de carnes e frutos do mar fica em um canto. No outro, há uma área chamada “Fresh Kitchen” para sopas e alimentos preparados. A nova rede possibilita à Amazon estocar e vender produtos de alto volume que os puristas da Whole Foods não tocam: coisas como Coca-Cola, geleia Smucker e detergente Tide.

No centro da loja, longos corredores de prateleiras de aparência convencional parecem mostrar as etiquetas digitais que a empresa usa em suas lojas Amazon Books e 4-Star, que permitem ao varejista circular rapidamente o estoque e alterar os preços. Mas a Amazon disse que o novo supermercado não será equipado com o sistema sem caixa de suas lojas de conveniência Go.

 Loja conceito da Amazon em Los Angeles

Loja conceito da Amazon em Los Angeles (Wolf Image/Bloomberg)

Há pelo menos um toque próprio da Amazon e um sinal de que a empresa pode tentar usar a rede para costurar compras físicas e digitais. Perto da entrada, embaixo de uma parede laranja brilhante e do logotipo da Amazon smile, há uma janela para coleta de pedidos e devolução de clientes.

Os planos mostram uma área de preparação atrás da janela com o que parece ser um balcão, potencialmente para retirada de pedidos de clientes e prestadores de serviços de entrega, que enviarão os pedidos para as casas das pessoas. Um monitor de televisão e um quadro branco ficam ao lado do balcão de devoluções, provavelmente para ajudar a orquestrar o caos das entregas dentro e fora da loja.

“Não acho que eles vão reinventar a forma como os alimentos são vendidos”, disse Neil Stern, sócio da McMillanDoolittle, empresa de consultoria de varejo. “Isso pode ser apenas um ‘fake’ gigante, mas os planos parecem surpreendentemente convencionais.”

Analistas dizem que os aplicativos de pedidos e retirada on-line de algumas cadeias de supermercados são complicados ou apresentam problemas, e a Amazon pode se destacar ao simplificar essa experiência. A Amazon divulgou poucas informações sobre a nova rede e não confirmou uma reportagem do Wall Street Journal de que planeja abrir dezenas de lojas. A empresa não quis comentar.

–Com a colaboração de John Gittelsohn.

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Comércio eletrônico deve movimentar R$ 106 bilhões em 2020

Segundo estimativa da ABComm, e-commerce local deve crescer 18% neste ano, com tíquete médio de R$ 310 para compras

O e-commerce brasileiro deve gerar um volume financeiro de R$ 106 bilhões em 2020, segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), representando um crescimento de 18% sobre o ano anterior. Se concretizado, será a primeira vez que o e-commerce local conseguirá ultrapassar a casa dos 100 bilhões de reais.

Os marketplaces, as microempresas e as compras através de smartphones, são os principais fatores que contribuirão para esse resultado, de acordo com a entidade. O tíquete médio segue na faixa de R$ 310 e é estimado uma movimentação de 342 milhões de pedidos, feitos por aproximadamente 68 milhões de consumidores.

Aumento de empregos

A expansão do e-commerce também se refletirá na geração de empregos. De acordo com Mauricio Salvador, presidente da ABComm, até o final do ano haverá cerca de 135 mil lojas virtuais ativas no Brasil, a maioria micro e pequenas empresas (PMEs), que abrirão muitas vagas nas áreas de marketing digital, logística e tecnologia. A previsão da ABComm é que 37% das transações serão feitas via smartphone e que os marketplaces responderão por 38% de todas as vendas.

Segundo Salvador, “com o câmbio favorável à exportação, há ainda oportunidades para que nossas lojas virtuais brasileiras vendam seus produtos para consumidores estrangeiros”. Outro fator que pode impactar ainda mais positivamente no setor, é a aprovação do Projeto de Lei Complementar 148/2019 (PLP), que trata da Multicanalidade e facilitará a vida dos consumidores, que poderão comprar pela Internet e retirar seus produtos em estabelecimentos comerciais próximos de casa. “Caso esse projeto seja aprovado no primeiro semestre, o crescimento no faturamento será ainda mais expressivo”, diz Salvador.