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i3, i5, i7, i9: entenda a diferença entre os processadores Intel

 

A dificuldade que a Intel tem no momento para continuar provando sua imposição perante aos processadores Ryzen da AMD, que tornaram a gigante de Sunnyvale relevante novamente no mercado, também aconteceu em meados dessa década, com o lendário Atholon X2 superando o Pentium D. A gigante de Santa Clara teve que se mexer, e usou sua expertise, poder de investimento em processo tecnológico e marketing para dar uma virada. A aposta funcionou muito bem.

Um dos passos essenciais na retomada da Intel na época foi mudar radicalmente a comunicação dos seus produtos. O carro-chefe dessa mudança foi o que a companhia chamou de “tick-tock, termo que passou a ser utilizado em 2005 e que perdeu completamente seu valor a partir de 2016, com uma nova reestruturação, mas isso é papo pra outra hora. Em relação ao tick-tock, esse termo virou um modo fácil de explicar as mudanças e renovações que a Intel promoveria aos seus processadores para um público mais amplo. Funcionava assim. Quando a Intel reduzisse a litografia do processador estaríamos no tick, enquanto o tock simboliza o lançamento de uma nova microarquitetura.

Foi com esse “lema” já em execução que a Intel lançou em 2008 a microarquitetura que deu origem ao que conhecemos como família Core i. Essa microarquitetura foi batizada de Nehalem, ela manteve o mesmo processo de fabricação da Penryn – 45 nm, lançada em 2007, em contrapartida, a Intel promoveu diversas mudanças estruturais e fundamentais, uma delas foi a inclusão do controlador de memória triple-channel DDR3 integrado diretamente no die do processador.

Está lembrado que um dos pontos que eu citei no início foi que a Intel reformulou a sua maneira de comunicação,  a forma como esses chips eram vendidos? Então, é neste ponto que passa a fazer sentido as diferenças entre Core i3, Core i5, Core i7, e mais recentemente o Core i9.

Os três primeiros processadores dessa família foram lançados em novembro de 2008: Core i7: Core 920, Cor i7-940 e Core i7-965 Extreme Edition. Esses processadores mantiveram a palavra Core, herdada dos Core 2, mas o 2 foi abandonado, dando lugar a uma nova forma de comunicação, com sub-classificações. Ao Core i7, se juntaram a família Core i5, em 2009, Core i3, em 2010 e Core i9 em 2017.

Ao longo dos anos, as classificações foram mantidas pela Intel, mas os chips foram mudando, renovações em funcionalidades, microarquiteturas e gerações, tanto que atualmente estamos na 10ª geração Intel Core i, chamada de Ice-Lake, com o tão aguardado, e inúmeras vezes adiado, processo de fabricação de 10nm. Em 11 anos de família Core i a Intel saltou de 45nm para 10nm, porém o entendimento das classificações, de acordo com suas sub-categorias, pode-se dizer que foi mantido quase que em sua totalidade.

As principais diferenças entre Core i3, i5, i7 e i9 são as seguintes:

  • Intel Core i3 – são processadores que chegaram ao mercado como dual-core mas evoluíram e hoje em dia conseguimos encontrar modelo com quatro núcleos,  como, por exemplo, i3- 9 100 e i3-8350K. Essa classe de chip é mais indicada para computadores de baixo orçamento e que irão lidar com tarefas mais rotineiras, no entanto isso não é uma regra fechada, é naturalmente possível ter um computador intermediário para jogos, por exemplo, com um Core i3, ainda mais se for um modelo recente, com quatro núcleos.
  • Intel Coe i5 – no mercado, você encontrará processadores equipados com dois, quatro e até seis núcleos físicos (a partir da oitava geração). O fabricante recomenda-os para computadores domésticos intermediário, dando conta de se comunicar com mais tranquilidade com placas de vídeo mais poderosas.
  • Intel Core i7 – a diversidade nesta série é ainda maior. Sua composição é de oito a até dez núcleos físicos, e, mantendo o posicionamento de mercado desde que foi lançado, seu público-alvo é o público mais exigente, que precisa de “poder de fogo”, tanto na hora da jogatina, empurrando as placas top do mercado, como também em produtividade, com softwares de modelagem, edição, etc.
  • Intel Core i9 –  esta série é dedicada aos profissionais e aos jogadores mais exigentes, aos entusiastas. É composto por processadores com 10, 12, 14, 16 e até 18 núcleos físicos. Então eles garantem um desempenho realmente grande.

Agora é hora de passarmos adiante, em relação ao fator geração. O primeiro dígito que forma o nome do processador simboliza a que geração na família Core i ele está inserido. Abaixo colocamos alguns exemplos. O processador Core i5-3470, faz parte da terceira geração, enquanto o modelo i5-1035 G7, faz parte da décima. A geração do processador Intel é muito importante, já que simboliza a passagem para um novo processo de fabricação ou aprimoramento da mesma. No mundo dos notebooks os processadores de gerações mais novas são ainda mais importantes, já que com uma nova geração a Intel promove em seus processadores melhorias na autonomia da bateria, por exemplo.

  • Core Core i5-3470 – processador de terceira geração;
  • Core i5-4570 – processador de quarta geração;
  • Core i5-5500 – processador de quinta geração;
  • Core i5-6500 – processador de sexta geração;
  • Core i5-7500 – processador de sétima geração;
  • Core i5-8500 – processador de oitava geração;
  • Core i5-9500 – processador da nona geração;
  • Core i5-1035G7 – processador de décima geração.

Fechando outra característica importante que você precisa levar em consideração é o sufixo do processador. Alguns chips recebe letras ao final do nome, uma forma direta de mostrar o que ele se propõe:

  • S – baixo consumo de energia,
  • T – consumo de energia muito baixo (geralmente são modelos para desktop),
  • Y – consumo de energia muito baixo (para processadores dispositivos móveis),
  • U – consumo de energia ultrabaixo;
  • F – requer uma placa gráfica dedicada;
  • G– placa gráfica integrada (é o sufixo mais recente, passou a ser utilizado na 10ª geração Intel Core)
  • H – placa gráfica integrada;
  • HK – placa gráfica integrada e multiplicador desbloqueado;
  • HQ – placa gráfica integrada (alta qualidade, 4 núcleos);
  • Q -quad-core;
  • C – processador para desktop desbloqueado baseado no socket LGA 1150 com gráficos de alto desempenho
  • R –processador para desktop baseado no socket BGA1364 (portáteis) com gráficos de alto desempenho
  • K – multiplicador desbloqueado (voltado para overclock),
  • M – processadores móveis
  • MQ – quad-core para portáteis;
  • MX – Extreme Edition para portáteis.

FONTE: https://www.hardware.com.br/artigos/i3-i5-i7-i9-entenda-a-diferenca-entre-os-processadores-intel/

SITE: https://www.hardware.com.br

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