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Desenvolvedores sacrificam qualidade do software para cumprir prazos

Segundo relatório da Diffblue, prazos apertados e processos manuais de testes são alguns dos fatores que levam à baixa qualidade dos softwares

Os desenvolvedores de tecnologia vêm enfrentando inúmeros desafios na criação de softwares. Além da expectativa das funcionalidades, correção de possíveis bugs e prazos curtos a serem cumpridos, um relatório da Diffblue mostra que todas essas questões impactam na qualidade do trabalho dos profissionais da área.

Para o estudo, a Diffblue entrevistou 300 desenvolvedores dos Estados Unidos e Reino Unido. Questionados sobre quais fatores contribuem para a baixa qualidade do software, 40% dos profissionais citaram cronogramas irrealistas e 40% atribuíram a culpa aos processos manuais de teste.

No geral, as empresas definem metas de cobertura de códigos de teste, exigindo que os desenvolvedores criem essas avaliações para garantir a qualidade do seu software. A metade de cobertura média do código é de 63%, segundo a pesquisa, mas 48% dos participantes admitiram considerar difícil alcançar esse objetivo.

A maioria dos desenvolvedores concordou que os testes de unidade melhoram a qualidade do software e aceleram a manutenção do código. Mas, para atingir suas metas de cobertura, eles devem gastar 35% do tempo criando testes e 20% apenas escrevendo os testes de unidade, tempo que poderia ser melhor gasto em outras tarefas de codificação.

Para atingir todas essas expectativas, 42% dos desenvolvedores reconhecem que deixaram de escrever testes de unidade para concentrar seu tempo e esforços no desenvolvimento de novos recursos. Além disso, dois terços dos desenvolvedores disseram que a configuração dos testes de unidade é uma tarefa secundária.

Ainda conforme o levantamento, 82% dos entrevistados disseram preferir dedicar tempo a atividades mais criativas, como o desenvolvimento de novos recursos. Questionados sobre quais tarefas eles gostariam de ver automatizadas, 73% citaram o rastreamento de bugs e 70% apontaram para a realização de testes de unidade.

“A criação de código de qualidade não deve depender de desenvolvedores escreverem centenas ou milhares de testes não intuitivos e desinteressantes. Quando tarefas robóticas podem ser atribuídas a máquinas, elas devem ser – não apenas para manter a força de trabalho mais satisfeita e eficaz, mas também para melhorar a qualidade do código que eles criam”, concluiu o CEO da Diffblue, Mathew Lodge, em comunicado à imprensa. .

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